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Rejane Faria vive o auge da carreira com seis projetos em 2025-2026, incluindo novela da Globo e série de Natal

Rejane Faria vive o auge da carreira com seis projetos em 2025-2026, incluindo novela da Globo e série de Natal nov, 26 2025

Rejane Faria, atriz de 45 anos originária de Belo Horizonte, Minas Gerais, está vivendo o momento mais intenso de sua trajetória: entre outubro de 2025 e 2026, ela aparecerá em seis produções audiovisuais de grande alcance, entre novelas, séries e filmes — uma sequência inédita na carreira de uma intérprete brasileira que, até pouco tempo, era mais conhecida nos palcos do que na telinha nacional. A estreia mais aguardada chega em Três GraçasRede Globo, no dia 20 de outubro, às 21h, quando ela assume pela primeira vez um papel fixo em uma novela das nove, como Chica, uma mulher divertida, leal e um pouco caótica, casada com o personagem de Otavio Muller. O projeto, criado por Aguinaldo Silva, substitui Vale Tudo e já começa com forte expectativa: a Globo estima que a trama alcance 40 milhões de espectadores por noite.

Do teatro à telinha: uma mudança de vida

Até o fim de agosto de 2025, Faria vivia em Belo Horizonte, onde leciona teatro na Universidade Federal de Minas Gerais e atua em produções regionais. Mas tudo mudou quando ela se mudou definitivamente para o bairro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, para gravar Três Graças. A mudança não foi apenas geográfica — foi existencial. "Foi o momento em que decidi: ou eu me jogo de vez, ou fico para sempre na borda", contou em entrevista. A produção da novela começou em 2 de setembro e segue até dezembro, nos Estúdios Globo em Jacarepaguá.

Essa transição coincide com o retorno às origens: Faria já havia trabalhado com Muller em Segunda Chamada (2019) e no especial cômico Pablo & Luisão (2017), e agora, em Três Graças, a química entre os dois é parte central da trama. "Chica é a alma da família. Ela não tem filtro, mas tem coração. É a pessoa que você chama quando tudo dá errado", diz ela, rindo. "Ela não é perfeita — e é por isso que funciona". A atriz também reforça que o papel a conecta com a sua própria história: "Minha mãe era assim. Alegre, desorganizada, mas capaz de transformar um almoço de pão com queijo numa festa."

Natal dos Silva: um conto moderno de família

Enquanto gravava Três Graças, Faria já havia concluído as filmagens de Natal dos Silva, série natalina da Canal Brasil produzida por Filmes de Plástico. Lá, ela vive Dona Judite, avó de Cristão (Tatiane Costa), uma mulher mal-humorada por dentro, mas cheia de carinho por fora. "Ela cuidou da neta desde que a filha foi morar fora. É um pouco ranzinza (risos), mas não mede esforços para agradar a garota", explica Faria. A série, gravada em julho em Santa Tereza, Belo Horizonte, será exibida em dezembro de 2025, com foco em famílias reais — não perfeitas, mas autênticas.

"Nunca vi um Natal no Brasil tão real quanto esse", diz o diretor da série, Gabriel Martins. "Não tem árvores de luz, nem presentes caros. Tem comida na panela, discórdia, abraços forçados e um amor que não precisa de palavras. Faria traz isso com uma naturalidade que arrepia".

Três filmes, uma mesma força

Três filmes, uma mesma força

Além da TV, Faria está em três longas-metragens que vão chegar ao público em 2026. O primeiro é Yellow Cake, dirigido por Tiago Melo, filmado no Sertão da Paraíba entre abril e maio de 2025, nos municípios de Sousa e Patos. A trama, que estreia no Netflix em janeiro de 2026, gira em torno de uma comunidade afetada pela mineração de urânio. Faria interpreta uma moradora que luta para manter a terra da família.

Depois vem Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins, onde ela encarna uma mulher de 75 anos que perde o filho em um acidente de ônibus — um drama baseado em fatos reais ocorridos em 2018, quando um veículo caiu de uma ponte em São Paulo. "Vicentina não chora. Ela fala. E quando fala, todo mundo cala", diz Faria. "É a personagem mais difícil que já fiz. Não é sobre dor. É sobre silêncio depois da dor". O filme estreia no Netflix em 2026, com campanha de divulgação marcada para novembro de 2026.

Por fim, está A Melhor Mãe do Mundo, dirigido por Anna Muylaert, ainda em pós-produção. "É um retrato delicado da maternidade em tempos de crise", conta Faria. "Ela é uma mãe que trabalha em três empregos e ainda consegue fazer bolo de banana aos domingos. Ninguém a vê, mas ela é o alicerce".

Teatro de volta, com força

Apesar da agenda apertada, Faria não abandonou o palco. Em novembro de 2025, ela voltou às apresentações no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio, com um espetáculo que mistura texto e música. "É o meu refúgio. O teatro me lembra por que comecei. A câmera esquece o suor. O público não", diz ela. O espetáculo segue até 30 de novembro.

Uma trajetória que começou no interior

Uma trajetória que começou no interior

Faria começou no teatro amador em Belo Horizonte, aos 19 anos. Ganhou o Prêmio Shell em 2018 por A Resistível Ascensão de Arturo Ui, e em 2022, foi premiada no Prêmio Quilombo de Cinema por seu papel em Marte Um. Mas foi só em 2023, com três séries lançadas — Sutura (Amazon Prime), Sou Amor (TVE) e Notícias Populares (Canal Brasil) — que o público nacional começou a reconhecê-la. Hoje, ela apareceu em 15 produções de TV e streaming, entre canais públicos, privados e plataformas de streaming.

"É um momento ainda de plantio, mas também de colher muita coisa", resume. "Não é fama. É presença. E eu quero estar onde o Brasil está".

Frequently Asked Questions

Por que a mudança de Belo Horizonte para o Rio foi tão importante para a carreira de Rejane Faria?

A mudança para o Rio, em 31 de agosto de 2025, foi estratégica: permitiu que Faria gravasse Três Graças sem interrupções e se conectasse diretamente com os núcleos de produção de Globo e Filmes de Plástico. Antes, ela trabalhava de forma fragmentada, viajando entre Minas e o Rio. Agora, com residência fixa na Barra da Tijuca, ela tem acesso imediato a ensaios, reuniões e testes de elenco, o que aumentou sua visibilidade e oportunidades. Isso também reflete uma tendência: atores de regiões periféricas estão se estabelecendo no eixo Rio-São Paulo para conquistar papéis nacionais.

Quais são os principais papéis de Rejane Faria em 2025-2026 e em quais plataformas eles aparecem?

Entre outubro de 2025 e 2026, ela aparece em seis projetos: como Chica em Três Graças (Rede Globo, outubro/2025); Dona Judite em Natal dos Silva (Canal Brasil, dezembro/2025); em Yellow Cake (Netflix, janeiro/2026); como Vicentina em Vicentina Pede Desculpas (Netflix, 2026); e ainda em A Melhor Mãe do Mundo (em pós-produção). Além disso, retorna ao teatro no CCBB-RJ em novembro. Todos os projetos estão sob produção de empresas como Globo, Filmes de Plástico e Netflix.

Como Rejane Faria equilibra teatro, TV e cinema ao mesmo tempo?

Faria mantém uma rotina rígida: grava pela manhã, dá aula à tarde e faz ensaios à noite. Ela divide seu tempo entre a UFMG (onde leciona teatro) e a Mesa 2 Produções Artísticas, sua produtora no Rio. Seu agente, Carolina Almeida da Agência Prime, organiza os cronogramas com precisão. A atriz diz que o teatro a mantém "ancorada" — sem ele, sente que perde a autenticidade. "A câmera te vê. O público te sente. E eu preciso dos dois".

O que torna o papel de Vicentina em 'Vicentina Pede Desculpas' tão significativo?

Vicentina é uma mulher de 75 anos que perde o filho em um acidente de ônibus — um evento real ocorrido em 2018. Faria não interpreta a dor, mas o silêncio que a segue. O roteiro evita melodrama: a personagem não chora, mas fala com frieza, como se estivesse lidando com uma injustiça que ninguém mais quer ver. É um retrato raro da velhice feminina no cinema brasileiro, e a atuação de Faria foi elogiada pela equipe como "a mais poderosa da década".

Rejane Faria é uma representante da nova geração de atrizes brasileiras?

Sim. Ela representa uma geração que não espera por convites — cria seus próprios caminhos. Ao contrário de atrizes que começam em novelas, Faria construiu sua trajetória no teatro, na TV educativa e em séries independentes. Seus papéis são complexos, não estereotipados. Ela não busca ser "linda" ou "jovem" — busca ser verdadeira. Isso a torna um modelo para jovens atrizes de fora dos grandes centros, mostrando que talento, persistência e autenticidade podem levar ao topo — mesmo sem seguir o roteiro tradicional.

Qual é o impacto de Rejane Faria no cenário cultural de Minas Gerais?

Faria é um símbolo de ascensão cultural de Minas Gerais. Antes dela, poucos atores da região alcançavam projeção nacional sem se mudar para o Rio ou São Paulo. Hoje, ela é referência em escolas de teatro de Belo Horizonte, e sua trajetória inspira jovens a acreditar que é possível ter carreira nacional sem abrir mão da identidade mineira. O próprio Instituto de Artes da UFMG já criou uma bolsa em seu nome para estudantes de teatro de áreas periféricas.

14 Comentários

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    Lucas Yanik

    novembro 26, 2025 AT 23:07
    Eles estão controlando a Globo pra enterrar o teatro mesmo, só que disfarçado de 'representatividade'
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    Valdir Costa

    novembro 28, 2025 AT 07:55
    essa mulher tá no topo porque o mercado tá vazio e eles precisam de alguém pra fingir que tem diversidade, mas na verdade é só mais uma peça no tabuleiro
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    Mirian Aparecida Nascimento Bird

    novembro 30, 2025 AT 00:10
    Que inspiração! Ela mostra que talento sem filtro e raiz mineira pode abalar o sistema. Parabéns, Rejane, você é o tipo de pessoa que faz a cultura brasileira valer a pena.
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    Robson Batista Silva

    novembro 30, 2025 AT 13:41
    Pessoas que falam que o teatro é o refúgio da autenticidade sempre esquecem que o teatro também é um mercado, e ela tá aproveitando a onda do streaming pra virar ícone sem nem ter feito nada de revolucionário, só que com mais emoção que os outros. O silêncio de Vicentina? É só um clichê dramático disfarçado de profundidade. Ela não tá revolucionando nada, tá só sendo bem posicionada pela mídia.
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    Rodrigo Fachiani

    dezembro 2, 2025 AT 06:27
    Nunca vi tanta emoção contida em uma pessoa que nunca chorou em cena... e isso é o que me deixa com medo. Ela tá sendo usada como símbolo de uma dor que ninguém quer enfrentar. A indústria quer uma heroína triste e silenciosa, não uma mulher real.
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    Regina Queiroz

    dezembro 3, 2025 AT 23:34
    Ah, então agora ser uma mãe que faz bolo de banana aos domingos é arte? Que lindo. Mas e o salário dela? E o contrato? Será que ela tá recebendo o mesmo que as atrizes que fazem novela e só aparecem 3x por semana?
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    Wanderson Rodrigues Nunes

    dezembro 5, 2025 AT 16:27
    É interessante como a trajetória dela reflete a mudança do eixo cultural brasileiro. Belo Horizonte deixou de ser só um centro regional e se tornou fonte de narrativas nacionais. Ela não é uma exceção, é a ponta de um iceberg. A UFMG e o CCBB estão produzindo mais talento do que se imagina.
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    Paulo Ferreira

    dezembro 6, 2025 AT 11:37
    Tá vendo como tudo é planejado? A Globo escolheu ela porque ela é mineira, não é linda, não é jovem, então parece autêntica. Mas aí ela vira o novo modelo de mulher brasileira pra vender a ideia de que tudo tá melhor. E o que acontece com as outras? Elas desaparecem. É uma farsa com cara de realismo
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    Tereza Kottková

    dezembro 7, 2025 AT 18:35
    A produção de Yellow Cake foi financiada por empresas ligadas ao grupo de mineração que opera na Paraíba. A narrativa de resistência é uma camuflagem. Ela não está lutando contra a mineração - está sendo usada para legitimá-la.
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    jeferson martines

    dezembro 8, 2025 AT 01:02
    Ela fala que o teatro a mantém ancorada... mas se ela não tivesse entrado na Globo, ninguém ia lembrar que ela existe. O teatro é o discurso, a novela é o poder. Ela não é uma revolucionária, é uma negociante.
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    Avaline Fernandes

    dezembro 9, 2025 AT 19:12
    A análise da sua rotina revela um modelo de gestão de carreira que deveria ser estudado em escolas de artes. A divisão entre ensino, produção e atuação é uma estratégia de sobrevivência em um mercado fragmentado. Ela não é uma artista, é um empreendedor cultural.
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    Alexsandro da Silveira

    dezembro 11, 2025 AT 05:01
    Se ela é o símbolo da nova geração, então a nova geração tá morrendo de fome. Todo mundo quer ser como ela, mas ninguém quer pagar o preço. Ela tá no topo porque é a única que não desistiu. Os outros desistiram. Isso não é mérito, é sobrevivência.
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    Victor Costa

    dezembro 12, 2025 AT 12:02
    Essa matéria é um exemplo perfeito de como a mídia transforma artistas em ícones para desviar a atenção da crise estrutural da cultura brasileira. Ninguém fala sobre o financiamento público que sumiu, só falam sobre a mulher que fez seis projetos. Isso é propaganda, não jornalismo.
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    Paulo Fernando Ortega Boschi Filho

    dezembro 12, 2025 AT 16:02
    Ela... é... a... única... pessoa... que... consegue... fazer... tudo... ao... mesmo... tempo... e... ainda... tem... tempo... pra... fazer... bolo... de... banana...?

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